Tachas Refletivas na Sinalização Viária

 

Tacha Refletiva é uma sinalização auxiliar da pintura de faixas, porém de elevada importância em noites de chuva, pois elas garantem a visibilidade dos contornos das rodovias.

 

Em 2013 foi revisada na ABNT a norma de Tacha para Sinalização Viária NBR – 14636.

Essa revisão praticamente manteve as mesmas exigências técnicas da norma anterior com poucas exceções, porém foi introduzida a Tacha Metálica, a qual tem apresentando bom desempenho nos trechos sinalizados.

 

A Tacha Metálica Refletiva foi alvo de um critério de “engenharia de produto” voltado para a resistência do seu corpo, para melhorar a proteção ao elemento refletivo, bem como outros desenvolvimentos foram voltados para a boa qualidade da lâmina refletiva.

Os melhores resultados  encontram-se nas tachas com lâminas refletivas tipo II, III e IV, que são as mais resistentes à abrasividade do trânsito. Destacando-se os refletivos tipo III e IV.

Entretanto as condições ideais para gerar maior durabilidade em uma tacha refletiva não depende apenas da qualidade de seu elemento refletivo, ou seja, depende do conjunto formado pela resistência mecânica do corpo mais o refletivo ser de boa qualidade.

O modelo do corpo de uma tacha deve ser alvo de seleção, pois quanto mais esse corpo tenha cantos arredondados com níveis suaves de pisamento, os impactos do tráfego causarão com certeza menos desgaste ao produto.

No caso específico de rodovias com médio e alto VDM e vias urbanas de grandes cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e outras que possuem uma frota elevada de veículos circulando por ruas, avenidas e marginais, provocando pisamentos contínuos sobre esses elementos, nos fazem sugerir que os produtos para oferecer uma sinalização de boa performance precisam ser da melhor qualidade e fornecidos por fabricantes idôneos onde seus laudos de análise apresentem características técnicas com índices mais elevados nos testes de retro, impacto, compressão e flexural (optativo), do que o exigido pela norma NBR – 14636, para que os órgãos compradores possam ter mais garantias quanto a eficiência do emprego dos produtos a serem utilizados.

Em alguns países se utilizam tachas sem pinos de fixação, são implantadas com cola química ou termoplástica betuminosa, porém as condições das capas asfálticas são de melhor qualidade que a média dos pavimentos da malha viária brasileira.

Quando se aplica tacha sem pino em nossas vias de trânsito, principalmente em vias com VDM mais alto e em regiões de temperatura ambiente mais elevada, observa-se que os impactos sobre sua elevação arrancam a tacha junto com boa porção do pavimento, isso ocorre pelos efeitos do aquecimento da capa asfáltica provocados pela absorção da luz solar, a qual deixa esse pavimento amolecido e menos propício a sustentar impactos mais fortes sobre as tachas coladas ao substrato sem o pino de fixação.

 

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